sábado, 17 de janeiro de 2009

Depressão no Idoso

Depressão no Idoso

A Depressão é muito mais do que um sentimento ou uma emoção. É a forma mais grave de perturbação de humor no idoso e é uma das maiores causas de limitação da actividade, uma vez que tem potencial para ser uma doença mental grave e incapacitante, podendo interferir em todos os aspectos do dia-a-dia.1

A Depressão é um estado de elevada complexidade, sendo possível a detecção de diversos componentes como a ansiedade, a agitação, a preocupação, a dor mental e sentimentos de culpa implicando uma vivência forte e contínua de infelicidade.1

No idoso a depressão tem de ser enquadrada no contexto social em que o indivíduo está inserido, pode-se afirmar que os indivíduos com depressão afectam de forma relevante aqueles com quem contactam e, por seu lado, são afectados por essas pessoas. Muitas situações de depressão estão relacionadas com o rompimento, ou ameaça de rompimento, de vínculos ou de diversos tipos de relações afectivas com familiares próximos.1

A depressão nos idosos é um motivo de hospitalização pelo menos tão frequente quanto a demência. O quadro clínico apresenta sentimentos de culpa e incapacidade grave (menos frequentes), hipocondria, agitação, sintomas obsessivos e medo de indigência.1

A depressão pode ser surgir por factores ambientais que consideram como todas as situações traumáticas relacionadas com as condições do meio: saída dos filhos de casa, morte do cônjuge ou de pessoas de família, noção de desvalorização social e profissional, noção de fardo, perdas físicas mentais e sociais próprias do idoso.1

Também pode surgir por factores genéticos pois existem factores genéticos predisponentes para a depressão em idades tardias e que as manifestações têm vindo a aumentar de geração em geração.1

Existem ainda os factores orgânicos como alterações senis e ateroscleróticas e os acidentes vasculares cerebrais.1

A Depressão no idoso muitas vezes pode ser mascarada por queixas físicas.As queixas subjectivas de alteração de humor propriamente ditas são substituídas por queixas somáticas múltiplas, pois durante o decurso do diagnóstico estas queixas ou não são acompanhadas por anomalias anatómicas ou fisiologicas ou então são desproporcionadas em relação às tais anomalias.2

Para além disso, a Depressão pode ser induzida por substâncias quando os sintomas se desenvolvem durante a intoxicação ou abstinência de substâncias, ou o uso de medicação está etiologicamente relacionado com a perturbação.2

As perturbações depressivas podem ainda ser secundárias a um estado físico geral, sendo que várias situações do foro médico têm sido relacionadas com o seu aparecimento. As doenças que envolvem lesões cerebrais têm mais probabilidades de causar depressão num doente sem história de perturbações de humor do que as situações em que tal não acontece. 2

Quadro 1: Factores de risco e sinais/sintomas da Depressão no Idoso2,3,4,5

Bibliografia

1 Santos P. A Depressão no Idoso. Coimbra: Quarteto Editora; 2002. p.67-69

2 Spar VE, Rue A. Psiquiatria Geriátrica. Lisboa: Clempsi Editores; 2005. p.71-94

3 Valério M. A Depressão no Idoso: Riscos, Prevenção e Tratamento. 2006 [acesso em 7 de Janeiro]. Disponível em: http://home.utad.pt/~mvalerio/9999textos/didoso_cpera.pdf

4 Macnair T. Depression in Older People. Janeiro 2008 [acesso em 7 de Janeiro]. Disponível em: http://www.bbc.co.uk/health/conditions/depressionelderly1.shtml

5 Better Healthchannel. Depression and ageing. Setembro 2008 [acesso em 7 de Janeiro]. Disponível em http://www.betterhealth.vic.gov.au/bhcarticles.nsf/pages/Depression_in_the_eldery?OpenDocument


Sem comentários:

Enviar um comentário